Lancei a minha semente ao mar Como se este fosse terra fértil Sem saber o quanto o sal é estéril De todos os olhos apenas os meus enganar
Esperei deitado na areia vendo barcos passar O céu trovar, a maré encher e esvaziar Muitas foram as luas, e calendários riscados Tantas horas, dias, meses, e anos roubados
Tantas cartas de Amor, palavras doces, e poemas Tudo cogitei, tudo indaguei, todos teoremas Mas todos meus ideais foram por ti subjugados
Seguiste em frente sem remorso ou pena Dos anos que me haviam sido roubados Do meu património que havias delapidado