| O ultimo sopro de vida que me deste... |
26Ago2006 00:00:00
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Vinte e quatro dias passaram? Hoje sou um estranho na tua vida, nada sei, nada me dizes. Com medo que se veja a tua nudez, com medo de sentires alguma reminiscência de um passado que não passou. De um passado que o tempo não afoga, pois a matéria que o constitui são apenas sentimentos, imunes ao esquecimento. O que flutua, o que é verdadeiro não se afoga por mais água que lhe lancem, por mais tempestades que surjam, por mais ciclones, furacões, tornados, tufões, avalanches que cries, eles permanecerão na sua inquietude sábia. Um dia no futuro, irás viajar no passado a um sítio onde não havia briga nem dor, onde o Amor transbordava e se alastrava, onde a felicidade não era só um sonho existia mesmo, e lembrarás de nós?
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